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É Conspiração? Lava Jato vê indício de repasse da Odebrecht a marqueteiro ligado ao PT

Matéria da Folha revela novo inquérito para investigar as empresas de João Santana, porém ao que tudo indica assim como Lula o marqueteiro tem sua Marisa Leticia e seu Lulinha para lhe complicar a vida, a esposa Mônica Regina Cunha Moura ( Monica Moura Requião nome também por seu casamento com o baiano Emmanuel Requião), Alice de Moura Requião é filha da baiana Mônica Moura Requião enteada de João Santana ela aparecia como uma das responsáveis pela Digital Polis responsável pelo site Muda Mais de Dilma Rousseff, porém o ponto que levou a Lava Jato abrir um novo inquérito é que Alice a Lulinha de João Santana trabalhava na verdade na Conspiração, a Conspiração é uma das produtoras que repassavam propina desviada do governo para o então secretario de comunicação do PT André Vargas.

Monica Moura Requião / Mônica Regina Cunha Moura / MM  (esposa Joao Santana) Daniel Requião Emmanuel Requião  Alice Requião (Enteada) #Conspiração
Monica Moura Requião / Mônica Regina Cunha Moura / MM (esposa Joao Santana)
Daniel Requião
Emmanuel Requião Ex-Marido
Alice Requião (Enteada) #Conspiração

A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga pagamentos atribuídos a subsidiárias da Odebrecht em contas, no exterior, controladas pelo marqueteiro João Santana, responsável por campanhas do PT e da presidente Dilma Rousseff. A apuração envolve as finanças dele em diversos países, entre eles a Suíça.

O publicitário baiano comandou todas as campanhas presidenciais do partido desde a reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Os dados sobre a movimentação financeira de Santana integram pacote de documentos enviados ao Brasil pela promotoria suíça em acordo de cooperação.

O inquérito que apura as finanças do publicitário foi aberto em novembro do ano passado e tramita em sigilo, em Curitiba. Ele passou a ser investigado após a Polícia Federal encontrar na casa do lobista Zwi CDObqBeWAAECQ5PSkornicki, ligado ao estaleiro asiático Keppel Fels, uma carta de Mônica Moura, mulher e sócia de Santana.

O manuscrito indicava contas de Santana na Inglaterra e nos EUA. A informação foi revelada pela “Veja”.

Um dos focos da investigação são valores recebidos por Santana em 2014, quando o marqueteiro fez as campanhas presidenciais de Dilma, no Brasil, e de José Domingo Arias, derrotado no Panamá -país onde a Odebrecht tem diversos interesses.

No momento, segundo a Folha apurou, não é possível estabelecer com certeza a origem destes pagamentos, se por serviços prestados no Brasil ou em outro país.

Nos últimos anos, o marqueteiro tem feito diversas incursões no exterior. Em 2012, por exemplo, respondeu pela comunicação das candidaturas presidenciais de José Eduardo dos Santos, em Angola, e de Danilo Medina, na República Dominicana, locais em que a construtora também tem obras.

Oficialmente, Santana recebeu R$ 88,9 milhões da campanha de Dilma em 2014. Outros pagamentos vinculados à campanha, se confirmados, seriam em tese caixa 2. As informações sobre a investigação foram confirmadas pela Folha com três autoridades que atuam no caso, advogados que acompanham a Lava Jato e pessoas ligadas a executivos da Odebrecht.

A empresa, maior empreiteira do país, cresceu nos governos petistas e é investigada por suspeita de corrupção em obras da Petrobras.

Procurado pela reportagem, o advogado de João Santana, Fábio Tofic, disse que o publicitário desconhece qualquer apuração que envolva seu nome e que, inclusive, questionou formalmente o juiz Sergio Moro, que conduz a investigação em Curitiba, sobre a existência de um inquérito contra seu cliente.

Santana não nega que receba dinheiro no exterior por campanhas realizadas, mas diz que tudo é declarado.

“Indagado há mais de 20 dias, o juiz não respondeu. Tudo leva a crer que essa investigação não existe ou temos que admitir que há abuso de autoridade, já que ele não foi informado”, disse Tofic.

O advogado acrescentou que o mesmo questionamento foi feito, dias depois, à Polícia Federal e que, novamente, não obteve resposta.

Procurada, a Odebrecht também disse que desconhece o inquérito.

MENSAGEM

E-mail apreendido pela PF no ano passado no celular do presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, preso desde 2015, fazia menção ao “risco” da exposição sobre uma “cta suíça”. Em mensagem a um executivo da empreiteira, Marcelo escreveu: “Dizer do risco cta suíça chegar na campanha dela”.

Esse é o segundo inquérito do qual o marqueteiro é alvo. Em maio de 2015, a Folha revelou que a PF abriu investigação para apurar a suspeita de que duas de suas empresas trouxeram de Angola para o Brasil US$ 16 milhões, em 2012, numa suposta operação de lavagem de dinheiro para beneficiar o PT.

A investigação segue aberta, em segredo de Justiça. Na época, Santana disse que ela partia de “premissa falsa”. “Tentar criminalizar internalização de recursos beira o ridículo”, disse, concluindo que a operação fora acompanhada pelo BC, com pagamento de impostos.

 

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