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JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR PAGOU TAXI-COLETOR DE PROPINA COM VERBA PARLAMENTAR

JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR, ex-prefeito do município de Diadema/SP e ex-Deputado Federal pelo PARTIDO DOS TRABALHADORES, foi tesoureiro do projeto de reeleição do ex-presidente LULA, em 2006, e, entre 07/01/2011 e 24/10/2011 ocupou a presidência do INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA.

Conforme revelado pelos colaboradores RICARDO PESSOA e WALMIR PINHEIRO, JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR foi responsável por receber recursos ilícitos desviados da PETROBRAS a partir de contratos celebrados por esta Estatal com a UTC e a QUIP S.A..

A QUIP S.A. e integrada pelas empresas QUEIROZ GALVAO, UTC e IESA, e foi contratada pela PETROBRAS para efetuar a construção da Plataforma P-53. ILDEFONSO COLARES (QUEIROZ GALVAO), RICARDO PESSOA (UTC) e VALDIR CARREIRO (IESA), lideres das empresas integrantes da QUIP, ajustaram entre si que uma parte dos valores pagos pela PETROBRAS a empresa seria desviada e entregue em espécie a JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR, no intuito de favorecer o comitê financeiro da campanha de LULA do ano de 2006.

O valor total repassado pela QUIP S.A. a JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR foi de R$ 2,4 milhões. Para que tal valor fosse repassado, a QUIP gerou recursos de “caixa 2” por intermédio de uma sociedade interposta de nome QUADRIX, sediada na Suíça.

Conforme reconhecido pelos colaboradores RICARDO PESSOA e WALMIR PINHEIRO, os valores, depois de internalizados no Brasil, foram por eles pessoalmente entregues a JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR no comitê de campanha do ex-Presidente LULA, que ficava na Avenida Indianapolis, em São Paulo.

RICARDO PESSOA e WALMIR PINHEIRO também revelaram que JOSÉ DE  FILIPPI JUNIOR solicitou e deles recebeu, entre 2010 e 2014, cerca de R$ 750 mil em espécie. Os valores foram entregues em diversas oportunidades na própria UTC, conforme tabela apresentada pelos colaboradores, na maioria das vezes, a JOAO HENRIQUE WORN, taxista de confiança de JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR. Os colaboradores também citaram uma doação de R$ 150 mil que foi efetuada pela UTC a JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR na época em que este concorria ao cargo de Deputado Federal em 2010.

Parte desses valores repassados a JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR entre 2010 e 2014 nada mais são do que um montante da propina destinada pela UTC ao PARTIDO DOS  TRABALHADORES em decorrência dos contratos por ela celebrados com a PETROBRAS, especificamente o contrato firmado no COMPERJ (Consorcio UTC).

Com efeito, conforme precisado por WALMIR PINHEIRO, “dos R$ 900.000,00 (novecentos mil reais) que no somatório foram doados para JOSÉ DE FILIPPI entre 2010 e 2014,

VACCARI permitiu que R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) foram (SIC) abatidos da conta corrente que mantinham com ele e estava vinculada aos contratos da PETROBRAS”.

WALMIR PINHEIRO foi ainda mais especifico no tocante a essa correlação, aduzindo que “o abatimento no valor de quatrocentos mil reais se refere aos pagamentos em 29 de setembro de 2011, no valor de cem mil reais, 10 de novembro de 2011, no valor de cem mil reais; e 31 de maio de 2012, no valor de duzentos mil reais”60.

Segue abaixo a tabela referida pelo Colaborador:

Tabela Propina tABELA PROPINA

Interessante observar nessa tabela que os referidos depósitos são consideravelmente superiores aos demais. Interessante notar, ainda, que na data da ultima entrega de valores a JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR (30/05/2014), a fase ostensiva da Operação Lava Jato já tinha sido deflagrada e as investigações estava em pleno desenvolvimento. Tal circunstancia não foi suficiente para inibir a atuação dos referidos criminosos.

O VETOR fez uma pequeno levantamento e verificamos que Jose de Fillipi Junior pagou Worn o Taxista coletor de propina com verba da Câmara Federal

poolol Sem título
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Setembro de 2011

http://www.camara.gov.br/cota-parlamentar/cota-analitico?nuDeputadoId=2364&numMes=9&numAno=2011&numSubCota=15

Pode ser verificado em todos meses que houve coleta de propina, houve pagamento com verba de ressarcimento da câmara dos deputados para Joao Henrique Worn em uma simples consulta no Google.

 

Outra tabela fornecida pelos Colaboradores também indica que os recursos repassados pela UTC a JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR foram “baixados” dos valores recebidos pela empresa em decorrência das obras do COMPERJ, demonstrando inequívoca vinculação com a PETROBRAS.

JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR ocupou a presidência do INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA entre 07/01/2011 e 24/10/2011, e que recebeu um dos maiores valores em espécie da UTC em 29/09/2011. Ou seja, enquanto era presidente da entidade, recebeu recursos oriundos dos graves ilícitos de lavagem de dinheiro e de corrupção praticados em detrimento da PETROBRAS.

Impende destacar que as provas que pendem em desfavor de JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR não se exaurem no relato dos colaboradores RICARDO PESSOA e WALMIR PINHEIRO. Tais colaboradores forneceram documentos, a exemplo das tabelas supracitadas, que corroboram os fatos por eles narrados. Diversos registros de entrada de JOSE DE FILIPPI JUNIOR e de seu auxiliar, o taxista JOAO HENRIQUE WORN, na sede da UTC, foram fornecidos por tais colaboradores. No mesmo sentido, depreende-se da agenda de RICARDO PESSOA que ele possivelmente se reuniu com JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR em 26/09/2011, três dias antes de repassar-lhe R$ 100 mil reais em especie, e enquanto ele ainda era Presidente do INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA.

E fundamental destacar que os fortes indícios de irregularidades que pendem sobre o INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA não se restringem ao período da gestão de JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR. Ao contrario, também durante a gestão de PAULO TARCISO OKAMOTTO, conforme indicado nos itens “28” a “38”, há diversos elementos indicativos de direcionamento de recursos oriundos das empreiteiras envolvidas no esquema criminoso engendrado contra a PETROBRAS para pessoas ligadas ao PARTIDO DOS TRABALHADORES e ao ex-Presidente da Republica LULA.

 

“28. Apesar das dificuldades, o afastamento do sigilo fiscal do INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA revelou que a origem de recursos financeiros da entidade e, primordialmente, via recebimento de doações e subvenções e/ou contribuições de associados. Por essa forma, o instituto, entre 2011 e 2014, recebeu R$ 34.940.522,15. Desse montante, R$ 20.740.000,00, ou seja, cerca de 60%, foram oriundos das construtoras CAMARGO CORREA, ODEBRECHT, QUEIROZ GALVÃO, OAS e ANDRADE GUTIERREZ, todas envolvidas nas investigações levadas a cabo na operação Lava Jato. Ou seja, se o deferimento da quebra do sigilo fiscal se baseou nas evidencias de recebimento de cerca de R$ 8.050.000,00 vindos de quatro empreiteiras relacionadas aos ilícitos perpetrados em desfavor da PETROBRAS, os dados fiscais (ainda que restritos, dada a forma como entidades isentas apresentam suas informações a RFB) revelaram o repasse de R$ 20.740.000,00 por cinco empreiteiras. O valor que já se imaginava vultoso mostrou-se ainda maior”

“38. O afastamento do sigilo fiscal revelou ainda que, embora tenha sede própria e não tenha informado a existência de filial, o INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA arcou por alguns anos com pagamentos mensais de aluguel de um imóvel situado na Rua Domício Afonso da Gama, nº 57, Vila Damásio, São Bernardo do Campo/SP, tendo como locador DAVID MESERLIAN, CPF 085.009.238-81. Além disso, segundo informação extraída via DIMOB, outro beneficiário de supostos valores pagos de aluguel pela entidade seria JAIR FRANCISCO SAPORANI, CPF 065.188.938-3451. Possivelmente, esse segundo endereço vinculado a JAIR FRANCISCO SAPORANI seja o local onde e mantida sede alternativa do INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA. Esta provável sede alternativa pode ser o local onde ocorreu uma suposta reunião, no dia 18/02/2016, com políticos vinculados ao PT, consoantes noticias de imprensa.

Registre-se ainda que, na reunião referida no item “20” acima, PAULO TARCISO OKAMOTTO era também um dos convidados.

20. Com o avanço das investigações no âmbito da operação Lava Jato, surgiram fortes indícios de que LULA, presidente de honra do INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA, tem relação próxima com os executivos das empreiteiras envolvidas nas condutas delitivas perpetradas no seio e em desfavor da PETROBRAS.

Diversos documentos apreendidos indicam que LULA se fez presente em uma gama de eventos, viagens, jantares e reuniões em que grandes empresários das maiores empreiteiras do pais discutiam e negociavam importantes obras publicas, seja entre si, seja com outros funcionários públicos, demonstrando-se, assim, a proximidade do ex-Presidente com esses executivos por vários anos.

 

Quanto ao ex-Presidente LULA, há fortes indícios de que ele conhecia a origem e o destino dos recursos que trafegaram pelo instituto que leva seu nome. Repise-se que o próprio ex-Presidente possui intrínseca relação com essas construtoras (como demonstrado no item “20” supra); seus familiares e pessoas próximas foram destinatários de recursos dessas empreiteiras via instituto que leva o seu nome (como demonstrado nos itens “28” a “38”). Além disso, e provável que LULA soubesse da ligação do principal mandatário da entidade (JOSÉ DE FILIPPI JUNIOR) com empreiteiras que integravam o cartel que fraudou as licitações da PETROBRAS; afinal, além de presidente do instituto, ele foi tesoureiro do projeto de reeleição presidencial em 2006, sendo, por obvio, pessoa de sua confiança.

Conforme consta no despacho.

JOSE DE FILIPPI JUNIOR, CPF 012.604.588-73, foi tesoureiro do projeto de reeleição do ex-presidente LULA, em 2006, período no qual recebeu ilícitos desviados da PETROBRAS a partir de contratos celebrados por esta Estatal com a UTC e a QUIP S.A.. Entre 07/01/2011 e 24/10/2011 JOSE DE FILIPPI JUNIOR ocupou a presidência do INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA, sendo que, no período de 2010 a 2014, recebeu vantagens indevidas destinada pela UTC em decorrência de contratos celebrados com a PETROBRAS.

JOSE DE FILIPPI JUNIOR e sócio das empresas INSTITUTO DIADEMA DE ESTUDOS MUNICIPAIS (01.478.763/0001-05) e AFC 3 ENGENHARIA LTDA. (09.163.915/0001-92), cujas sedes podem ter sido por ele utilizadas para a ocultação de documentos e provas que evidenciam a pratica dos crimes narrados nessa peca. Em virtude de todo o contexto exposto, impende realizar a medida cautelar de busca e apreensão nas residências do representado, e na sede das empresas com quais ele possui vinculo administrativo e/ou societário;

Poucos lembram, porém Jose de Filippi Jr tesoureiro de Dilma também foi denunciado pela Folha, pois omitiu bens da  Receita Federal e do TSE.

tesou

http://m.folha.uol.com.br/poder/2010/07/771286-tesoureiro-de-dilma-omite-empresa-da-justica-eleitoral.shtml

 

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