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Quem recebeu parte do Acarajé da Offshore Shellbil de João Santana e de onde veio – Lava Jato

A Offshore  Shellbill Finance S/A de Joao Santana e Monica Moura é constituída no Panamá.e a indicação  do Banque Heritage. Conforme relatado na CARTA enviada por Monica ao operador de propinas.   Através do modelo constatou-se que a Klienfeld Services Ltd da Odebrecht era a empresa usada pela Odebrecht para pagamento de propinas.

“Citibank

NA, New York

SWIFT: CITIUS33

ABA: 021000089

Número da conta: 36966296

Ref: 0881150″

E

“Citibank NA, London

SWIFT: CITIGB2L

IBAN: GB65CITI18500810576700

Ref: 0881150″

O Citibank em Nova York exerce apenas a função de banco correspondente. Lavanderia do Joao Santana para campanha de Dilma era na Suica.

A conta Shellbill, controlada por João Santana, é mantida perante o Banco Heritage, na Suíça.

O Citibank em Nova York exerce apenas a função de banco correspondente, realizando os serviços de transação para a instituição financeira estrangeira.

A Klienfeld Services recebeu USD 3.403.000,00 da conta em nome da offshore Smith & Nash Enginnering, entre 2008 a 2010, USD 82.696.500,00 da conta em nome da Sherkson International, entre 2012 a 2014, e USD 31.200.000,00 da conta em nome Golac Projects, entre 2008 a 2009. Pela documentação vinda da  Súiça, as contas Smith & Nash, Sherkson Internacional e Golac Projects têm como beneficiária final a Construtora Norberto Odebrecht.

O  pedido de cooperação revelou as transações efetuadas pelo Banco correspondente em relação à conta Shellbill mantida na Suíça.

Entre as transações relevantes, destacam-se dezenas de pagamentos efetuados, a débito da conta Schellbill, em favor de Suria Santana e de Mathew S. Pacinelli. Trata-se da filha e do genro de João Santana e de Mônica Regina, sendo os débitos a seu favor mais uma prova de que a conta Shellbill é controlada por eles e que a utilizaram, entre outros propósitos, para realizar transferências em favor de sua filha e genro.

Outra transação relevante consiste em depósito, em 19/06/2013, a débito da conta Shellbill, em favor de Mauro Eduardo Uemura (fls. 8081 da  representação). A autoridade, no exame das declarações de rendimento de João Santana, identificou a aquisição, em 28/05/2013, de um apartamento em São Paulo,de Mauro Eduardo Uemura e de Deborah de Oliveira Uemura, por R$ 4.000.000,00.

Na quebra de sigilo bancário da empresa Polis Propaganda foram identificadas transferências no total de R$ 3.000.000.00 em favor de Deborah de Oliveira Uemura.  É possível, portanto, relacionar o depósito no exterior a esta aquisição, tendo havido pagamento por fora, pelo menos entre a diferença cambial entre o R$ 1.000.000,00 remanescente no preço e o USD 1.000.000,00 depositado no exterior.

Coincidência ou não, Mauro Eduardo Uemura e de Deborah de Oliveira Uemura são donos da Ocean Pollution Control São Tome e Principe LDA, com sede em Angola juntamente com os angolanos Herlander Filipe Alves Madaleno e Adelino Barbosa Neto Amado Pereira, uma Offshore que esta sob outorga Cosma Botelho Baía Jesus Rita de Ceita naquele país. Claramente Cosma exerce a mesma atividade que a Mossack, aluguel de Offshore’s de prateleiras para fins escusos.

MAURO EDUARDO UEMURA. também aparece como diretor nas Offshore’s INTELTRANS, S.A. e ECUA TECNOLOY CORPORATION. no Panamá.

Na INTELTRANS, S.A. são diretores MAURO EDUARDO UEMURA, GIAN PAOLO RASTELLI
e FRANCISCO ANTONIO OSORIO RODRIGUEZ

Já na ECUA TECNOLOY CORPORATION são diretores MAURO EDUARDO UEMURA
GIAN PAOLO RASTELLI e DEBORAH DE OLIVEIRA XAVIER.

Essa transação também reforça a prova de que João Santana e Mônica Regina são os controladores da Shellbill.

Ainda entre as transações relevantes constantes neste quadro: depósitos de USD 1.000.000,00 em 11/07/2102, de USD 700.000,00 em 01/03/2013, e de USD 800.000,00 em 08/03/2013, em favor da Shellbill provenientes da Klienfeld Services, a mesma empresa utilizada pela Odebrecht para efetuar pagamentos de propinas a agentes da Petrobrás; e depósitos de USD 500.000,00 em 25/09/2013, de USD 500.000,00 de 05/11/2013, de USD 500.000,00 em 19/12/2013, de USD 500.000,00 em 06/02/2014, de USD 500.000,00 em 25/03/2014, de USD 500.000,00 em 28/04/2014, de USD 500.000,00 em 10/07/2014, de USD 500.000,00 em 08/09/2014, de USD 500.000,00 em 04/11/2014, em favor da Shellbill provenientes da Deep Sea Oil Corporation, offshore controlada por Zwi Skornicki.

Também identificado na documentação bancária depósito de USD 500.000,00 em 13/04/2012 proveniente da conta em nome da offshore Innovation Research Engineering and Development Ltd.

A Innovation Research, outra offshore, também já apareceu antes nas investigações  relacionadas à Operação Lavajato.

A Innovation Research recebeu USD 3.403.000,00 da conta em nome da offshore Smith & Nash Enginnering, entre 2008 a 2010, USD 82.696.500,00 da conta em nome da Sherkson International, entre 2012 a 2014, e USD 3.398.100,00 da conta em nome Golac Projects, entre 2010. Pela documentação vinda da Súiça, as contas Smith & Nash, Sherkson Internacional e Golac Projects têm como beneficiária final a Construtora Norberto Odebrecht.

De todo modo, as já identificadas, levam à conclusão de que João Santana e Monica Regina receberam pagamentos subreptícios no exterior de Zwi Skornicki no montante total de USD 4.500.000,00 entre 25/09/2013 a 04/11/2014, e de contas utilizadas pela Odebrecht no montante total de USD 3.000.000,00 entre 13/04/2102 a 08/03/2013.

Forte suspeita recai sobre a licitude dessas transações.

Primeiro, a offshore Shellbill, a conta em nome dela ou os ativos nela mantidos não foram objeto de declaração por João Santana ou Mônica Regina às autoridades brasileiras, por exemplo junto à Receita Federal. Mais recentemente, diante da divulgação pela Revista Veja, de possível investigação sobre João Santana na Operação Lavajato acerca deste fato, a empresa Polis Propaganda, dirigida por João Santana, divulgou nota negando o episódio, o que revela persistência na intenção de ocultar essas transações.

Segundo, Zwi Skornicki, além de também não ter declarado suas contas no exterior, suas offshores ou essas transações, tem como atividade profissional a intermediação de propinas em contratos da Petrobrás, havendo, não só depoimentos de criminosos colaboradores a esse respeito, mas, como visto acima, prova documental de alguns pagamentos por ele efetuados a Pedro Barusco e a Eduardo Musa.

Buscando identificar os controladores da offshore Klienfeld Services Limited, se a conta seria controlada ou apenas utilizada pela Odebrecht, a autoridade policial identificou que a assinatura do representante da offshore constante no contrato modelo enviado por Mônica Regina a Zwi Skornicki pertence a pessoa de Marcelo Rodrigues, CPF 266.263.83892.

Marcelo Rodrigues é, por sua vez, irmão de Olivio Rodrigues Júnior, que é sócio da empresa JR Graco Assessoria e Consultoria Financeira Ltda. e que também já foi diretor, entre 2002 a 2010, da Graco Corretora de Câmbio. Consta que Marcelo Rodrigues já foi empregado da Graco Corretora de Câmbio.

Por sua vez, identificou pagamentos efetuados pela Construtora Norberto Odebrecht para a Graco Corretora de Câmbio e para a JR Graco Asessoria. Em especial, destacam-se vultosos pagamentos, de R$ 1.000.000,00, durante o ano de 2007, da Odebrecht para a JR Graco.

Olivio Rodrigues Júnior é sócio também da empresa Payscout Assessoria Comercial Ltda. Essa empresa, constituída em 31/07/2013, também tem por sócios Luiz Eduardo da Rocha Soares, Fernando Migliaccio da Silva e Marco Pereira de Souza Bilinski.

Luiz Eduardo da Rocha Soares foi empregado da Construtora Norberto Odebrecht até 31/12/2014, recebendo vencimentos significativos (de R$ 42.703, mensais).

Outro empregado da Construtora Odebrecht que merece referência é Hilberto Mascarenhas Alves Silva Filho. Figura ele como representante da Odebrecht nos cadastros de abertura da conta em nome da referida offshore Smith & Nash Engineering Company, constituída nas Ilhas Virgens Britânicas.

A conta dessa empresa na Suíça foi utilizada para repassar propinas a contas em nome de offshores controladas por agentes da Petrobras,

Como visto acima, a Smith & Nasch ainda figura como fonte de recursos das contas em nome das offshores Klienfeld e Innovation.

Outra pessoa que merece expressa menção é Vinicius Veiga Borin. Ele é sócio administrador da empresa BFF Assessoria e Consultoria Financeira Ltda., com sede em São Paulo, e é também representante do Antigua Overseas Bank no Brasil. O dado é relevante pois a offshore Klienfeld, utilizada pela Odebrecht para efetuar pagamentos de propina, tem conta nessa específica instituição financeira.

Rigorosamente, pela referida minuta de contrato, consta que o endereço apontado para a Klienfeld, 156 Redcliffe, PO BOX 1679, Saint John’s, Antigua, é o mesmo do Antigua Overseas Bank. Na BBF, Vinicius tem por sócio Luiz Augusto França.

Luiz Eduardo da Rocha Soares deixou o Brasil, sem ainda ter retornado, em 21/06/2015, dois dias após o cumprimento dos mandados de prisão preventiva emitidos contra os executivos da Odebrecht.

Outro sócio da Payscout, Fernando Miglaccio da Silva também deixou o Brasil, logo após a referida data, especificamente em 08/07/2015, retornando meses depois, em 09/11/2015.

Anotações no celular de Marcelo Bahia Odebrecht, foram identificadas prováveis referências a Hilberto Silva (“HS”) e a Luiz Eduardo (“LE”), vinculando-os e a sua equipe às contas secretas no exterior e indicando que agiam sob orientação do Presidente da Odebrecth.

“Assunto: HS/LE. Como estão? Ir para fora já (segurança e apoia in loco LE, já falei para aumentar equipe, visão jurídica de todos os riscos) contribuir/alinhar c/MRF. ok? seu programa na macro? Foco é lhe proteger

Assistentes:

Localização:

Detalhes:

cuidados meet/pgtos Feira. Mudança equipe. Consultor?

(…)

HS e equipe: fechar todas as contas sob risco

Proteger nossos parceiros sem aparecermos

HS e equipe: viajar já

Este ano usar subs, fornecedores, etc.”

Também foram comprovados documentalmente depósitos subreptícios efetuados por Zwi Skornicki em conta controlada por João Santana e Mônica Regina de USD 4.500.000,00 entre 25/09/2013 a 04/11/2014, com fundada suspeita de que tratar seja de remuneração de serviços por eles prestados ao Partido dos Trabalhadores, em decorrência do esquema criminoso que vitimou a Petrobrás.

 

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